Tipos de encordoamento de raquete: Vantagens e desvantagens

Se você está iniciando no tênis ou já joga com alguma frequência, mas não sabe exatamente a diferença que um encordoamento de raquete correto pode ter no seu desempenho, criamos esse pequeno guia sobre os vários tipos existentes. Conhecer bem quais são os modelos e a tensões adequados para sua raquete e seu estilo de jogo é essencial para um melhor aproveitamento dentro de quadra.

Geralmente, aqueles que estão começando optam por uma corda de nylon comum ou por tripas sintéticas — materiais mais baratos, que podem ser usados até que o praticante se habitue ao esporte. Já quanto à tensão, costuma-se escolher uma tensão de média para baixa, pois, no começo da prática, não é gerada tanta potência.

Contudo, há outras variáveis e materiais a se considerar no momento de escolher sua raquete ideal, principalmente se você já não é mais um iniciante. Então, confira a seguir as vantagens e desvantagens sobre os tipos de encordoamento de raquete, e faça a sua melhor escolha!

Os critérios de escolha para encordoamento de raquete

Primeiramente, sobre a tensão média da raquete, basta olhar na parte interior do aro — praticamente todas têm essa informação em libras ou em quilos, sendo que 01 libra equivale a 0,45359 quilogramas de tensão. Quanto mais tensionada as cordas, maior controle de bola o jogador terá, o que demandará mais esforço físico e um swing mais long (movimento do braço mais amplo). Quanto menor a tensão as cordas sofrerem, mais conforto e potência serão proporcionados ao jogador, o que demandará menos esforço físico ao bater na bola, mas também menos controle de bola.

À parte dessas ponderações iniciais, escolher o tipo de corda exato para uma raquete de tênis pode mesmo ser uma tarefa complicada, principalmente quando não se tem uma expressiva vivência no esporte. Por isso, algumas características essenciais devem ser conhecidas, ajudando o praticante a se prevenir de eventuais vendedores poucos habilitados.

Afinal, dependendo da escolha do equipamento, este pode não só atrapalhar a performance no jogo, com também a integridade do braço do praticante. De fato, são muitos os componentes que constituem uma corda para raquete de tênis, e, combinando aspectos técnicos com a prática, separamos esses em sete grupos, que veremos a seguir:

Nylon

Essas são cordas básicas, e de excelente custo-benefício, mas que perdem tensão rapidamente, pois se alteram com a oscilação de temperatura com facilidade. E, ainda que existam exceções, as cordas de nylon possuem baixa absorção ao impacto, pois, normalmente, possuem uma espessura mais grossa. Em contrapartida, elas suportam melhor as quebras, porque afrouxam rapidamente.

Vale ressaltar que, quando se adquire uma raquete nova pré encordoada — o que é mais comum entre as raquetes menos arrojadas (em geral, alumínio ou fusionadas) — é de se esperar que esta seja de um nylon ressecado. Isso porque, certamente, o equipamento foi encordoado há mais de três ou quatro meses, ou seja, um tempo superior ao recomendado para as cordas de nylon.

Com uma média de preço menor que R$30,00, os encordoamentos de nylon são muito populares entre aqueles que buscam baixíssimo custo.

Tripa sintética

A tripa sintética tem um custo superior à de nylon, mas perde menos tensão, pois é menos sujeita à variação de temperatura. É constituída de fibras com boa absorção ao impacto — por serem finas ou intermediárias em relação à espessura — e, em comparação com o nylon, é menos resistente à quebra.

Esse tipo de encordoamento é muito popular entre praticantes recreativos, sem critérios técnicos pessoais. A raquete encordoada, – com serviço incluso – , custa entre R$ 30,00 a R$ 50,00.

Poliéster

Já quando o encordoamento de raquete é de poliéster, tem-se uma alta perda de tensão. Além disso, trata-se de um material que sofre pouco com a variação de temperatura.

O poliéster costuma ser disponibilizado em várias espessuras, sendo bem resistente à quebra.
Ele possui um custo intermediário, e já não é recomendado para quem teve ou tem incômodos no braço.

Antigo líder do segmento competitivo, até a chegada do fenômeno dos copolímeros, os poliésteres perderam espaço e atendem hoje a demanda de principiantes que procuram por maior durabilidade e custo reduzido. A raquete encordoada, – com serviço incluso – , custa entre R$ 30,00 e R$ 50,00.

Tripa Natural

Esse material preserva e otimiza todas as características da tripa sintética, mas é muito sensível à umidade. Além disso, a tripa natural tem a característica de ser um material de alto custo e baixa durabilidade, apesar de oferecer uma sensibilidade fora do comum e controle, sendo muito utilizada por atletas de alto rendimento. Seu preço varia de R$ 150,00 a R$ 300,00 já com o serviço de encordoamento.

Multifilamento: Materiais de alta performance

Esses correspondem às cordas sintéticas de alto nível. Basicamente, são multifilamentos fabricados com tecnologia avançada e matérias-primas sofisticadas, apresentando também média durabilidade, pois a trama deforma com o tempo.

Esse tipo de encordoamento de raquete possui alta absorção ao impacto, e é muito indicado aos praticantes que apresentam incômodo em qualquer parte do braço.

Em suma, essas cortas têm grande similaridade com as tripas naturais, contudo, são mais duráveis e não têm absorção máxima. De fato, a melhor opção para quem busca conforto. Seu preço varia de R$ 60,00 a R$ 120,00, com o serviço de encordoamento já incluso.

Copolímero

Embora às vezes confundido com os encordoamentos de poliésteres, o copolímero é formado por vários polímeros, dentre os quais o poliéster. Quanto a isso, é preciso reconhecer que ainda que existam similaridades, as diferenças entre os dois tipos são expressivas.

De fato, os dois preservam a mesma resistência (dureza) e são excelentes para potencializar a velocidade de bola, todavia, os copolímeros apresentam maior absorção ao impacto e afrouxam muito menos do que os poliésteres, por exemplo.

Atualmente, se pode afirmar que 95% dos tenistas profissionais masculinos, e também uma boa parte das mulheres, usam esse tipo de encordoamento de raquete. Afinal, trata-se de um material produzido em diversas espessuras, tendo muito boa durabilidade — a maior evolução tecnológica em equipamentos para o tênis dos últimos anos.

Nos dias de hoje, a minimização de tensão tem sido tema de debate constante no meio tenístico amador/profissional, e uma das razões disso foi justamente o desenvolvimento da corda de copolímero. O valor das cordas desse tipo, – incluindo o serviço de encordoamento – , pode oscilar entre R$ 40,00 a R$ 70,00.

Híbrida (mescla de tipos de cordas)

Quando existe a combinação de dois tipos de corda na mesma raquete, esta é chamada de “corda híbrida”. Quanto a isso, a combinação mais usada é a de um copolímero na vertical e uma tripa sintética ou natural, ou ainda um multifilamento, na horizontal.

Esse tipo é mais recomendado aos tenistas avançados por sua excelente adaptação às mais variadas técnicas. Sua configuração oferece uma excelente durabilidade e amortecimento — principalmente se contrastada a uma raquete encordoada com copolímero por inteiro.

Não há necessidade de todas as cordas preservarem a mesma espessura, mas os copolímeros mais finos costumam ser mais indicados para se obter uma maior velocidade da bola o conforto do tenista. Essa é uma adaptação muito utilizada no universo profissional, e que tem também se popularizado entre os amadores competitivos.

Já no que diz respeito ao preço da corda híbrida, isso pode variar muito, a depender da combinação que se deseja.

Bom, diante de tudo isso, a última recomendação é que se esteja atento ao modelo e a tensão utilizados já na primeira vez. Somente dessa forma você poderá afirmar se gostou, ou não, do desempenho da raquete. Se a corda se rompeu em pouco tempo, por exemplo, pode ser necessário um material mais durável; já se as batidas foram pouco precisas, poderá ser o caso de aumentar a tensão. Enfim, testando dessa forma, você irá conhecendo e escolhendo o tipo de encordoamento ideal para você.

[Atualização em jun/17] Os preços divulgados neste post são para referência e comparativo de custos entre os tipos de corda. Eles foram calculados levando-se em consideração o valor do dolar em jun/17 e que o tenista já tenha o rolo da corda.

E aí, ficou ainda com alguma dúvida sobre os tipos de encordoamento de raquete? Não se preocupe, basta deixar-nos um comentário, e nós ficaremos felizes em te responder!

Rogério Frederico

Especialista em atendimento ao cliente e responsável pelo "customer success" e métricas de desempenho da Lptennis. Vibra gritando C'mon toda vez que ajuda alguém!!!

São Paulo, Brasil http://Lptennis.com

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