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Recuperação de lesões: os truques dos tenistas

Faz parte da carreira de todo atleta lidar com lesões que podem ocorrer a qualquer momento. Treinamentos preventivos ajudam a evitar que elas ocorram com frequência, buscando deixar o tenista o maior tempo possível saudável e em boa forma física. Na temporada de 2017 observou-se duas situações distintas, de um lado a volta triunfal de dois tenistas que retornaram de lesão, casos de Roger Federer e Rafael Nadal, e de outro tenistas que tiveram que abreviar suas temporadas em decorrência do mesmo tipo de problema, casos de Novak Djokovic, Andy Murray, Stan Wawrinka, Kei Nishikori, Milos Raonic e outros.

Lesões que deixam o tenista fora por muito tempo levantam o questionamento de como devem ser tratadas e como recuperar o tempo perdido, para que fatores como a falta de ritmo de jogo não fique tão acentuada. Em um cenário tão competitivo quanto o tênis, qualquer técnica ou tratamento que facilite esse processo deve ser considerada. Vamos analisar os dois tenistas que se depararam com lesões e voltaram ao circuito muito competitivos, não à toa ocupam o topo do ranking no momento.

Rafael Nadal

O espanhol teve que lidar com lesões ao longo de toda sua carreira, convivendo com dores e jogando, por vezes, no “sacrifício”. Em 2012, por exemplo, o espanhol ficou sete meses afastado do circuito.

Problemas nos joelhos

O Touro Miúra sofre há muitos anos com tendinite crônica nos dois joelhos (anos atrás jogava com bandagens na região) e em 2010 foi diagnosticado com a doença chamada Síndrome de Hoffa. Trata-se de uma inflamação na gordura patelar, localizada atrás do tendão da patela. O problema causava muita dor ao espanhol e o tratamento não era nada simples, motivo que o levou a continuar jogando até seu limite.

Logo após sua eliminação precoce em Wimbledon, na metade da temporada de 2012, o espanhol decidiu parar o tempo que fosse necessário para se curar. Nesse período, o astro espanhol foi submetido a um tratamento que consiste em injetar plaquetas do próprio atleta no local da lesão – as plaquetas se unem e liberam fatores de crescimento, que resolvem o problema. O tratamento apresentava poucas contraindicações, porém era necessário um longo período para que os resultados começassem a aparecer.

Mas no caso de Nadal, não seria melhor ter feito uma cirurgia e ganhar alguns preciosos meses? A resposta é não, afirmou na época o médico ortopedista Rogério Teixeira da Silva, coordenador do Departamento Médico da Federação Paulista de Tênis, ele é integrante da STMS (Sociedade para a Medicina do Tênis e a Ciência, na sigla em inglês).

"Com a cirurgia, levaria muito tempo para ocorrer a recuperação da função muscular do quadríceps (músculo anterior da coxa). E, para um tenista, é muito importante ter a musculatura que cerca o joelho sempre forte, mantendo a sensação de equilíbrio articular", disse o médico. "Quando se trata de problema de tendão, é preciso evitar ao máximo a cirurgia", resumiu.

O tratamento com plaqueta foi bem sucedido e praticamente livrou o espanhol da doença. No seu retorno às quadras, em 2013, o espanhol retornou ao número 1 do ranking conquistando grandes títulos naquela temporada, como
Roland Garros e o US Open. Um assombroso resultado.

Lesão no punho esquerdo

Em 2016, nova lesão, desta vez no pulso esquerdo na disputa de Roland Garros. Na expectativa de jogar as Olimpíadas do Rio (havia ficado fora de Londres, quatro anos antes) acelerou seu retorno às quadras e o problema só se agravou.

Focando em ter uma recuperação plena, como em 2012, o espanhol decidiu por fim a sua temporada em outubro "Não é segredo para ninguém que cheguei muito apertado aos Jogos Olímpicos e que o objetivo era ganhar uma medalha para a Espanha. Essa recuperação acelerada me causou dores em todos os torneios desde então e agora me vejo obrigado a parar e pensar já em 2017", explicou Nadal, em comunicado na época.

Com a incumbência de se reinventar mais uma vez, Nadal dosou a fisioterapia a exercícios de fortalecimento, além de algumas mudanças em seu jogo. Contratou o espanhol Carlos Moyá, ex-tenista conhecido pelos seus potentes golpes, além de adicionar peso a sua raquete. Para driblar as limitações físicas, Nadal passou a basear seu jogo na potência dos golpes em detrimento da capacidade física. O resultado? Seis títulos e a volta ao topo do ranking em 2017.

Roger Federer

Reconhecido por ter uma carreira vitoriosa e sem sérias lesões, o suíço jamais enfrentara um período tão longo afastado das quadras. Por conta de sua idade avançada para o esporte (35 anos na época), após precisar fazer a primeira intervenção cirúrgica no joelho, sua carreira foi colocada em xeque pela opinião pública.

Após retornar antes do tempo previsto, Federer, aconselhado pelos seus médicos, decidiu por encerrar sua temporada na metade do ano passado para se dedicar a recuperação plena do seu joelho. Nesse período, focou intensamente nos treinos, alguns deles inclusive foram transmitidos ao vivo pelas suas redes sociais. Se por um lado aumentou a carga de treinos, por outro reduziu sua participação nos torneios, escolhendo a dedo seu calendário e focando nos pisos mais rápidos, deixando de lado toda a gira europeia de saibro.
Treino de Roger Federer na prepraação para a temporada de 2017 transmitido ao vivo via twitter

Por não ter um histórico de lesões sérias, o suíço reagiu bem ao tratamento de sua lesão e aos exercícios de fortalecimento, sobretudo do já citado quadríceps, mas para voltar a ser competitivo, assim como Nadal, era preciso fazer ajustes no seu jogo. Além da troca da raquete, seu backhand agora passou a ser mais agressivo, dando ao suíço mais uma opção de ataque e controle dos pontos. As quatro vitórias consecutivas contra Nadal em 2017 foram uma amostra de que o golpe já não é mais vulnerável como outrora.

A postura ainda mais agressiva faz com que ele dispenda um esforço menor jogando, passando menos tempo em quadra. Sua volta triunfal pode ser creditada também a sua equipe, liderada pelo ex-tenista Ivan Ljubicic, que incorporou as citadas mudanças ao jogo do suíço.

O que levamos de lição dessas duas lendas do esporte é que para se tratar as lesões o primeiro passo é reconhecer a necessidade de tratamento e se afastar do esporte, não adianta querer queimar etapas e acelerar o retorno, pois isso prejudicará sua saúde e lhe custará ainda mais tempo.

Os tenistas têm dispõem dos melhores médicos e tratamentos uma vez que dependem exclusivamente da boa forma física de seus corpos para exercer com excelência seu trabalho. Porém, reconhecem a importância de se manterem saudáveis fazendo ajustes inclusive na parte técnica.

E você já teve algum tipo de lesão com a prática do tênis? Conta para a gente

Nill Cavalcante

Relações públicas e especialista em mídias sociais e corresponsável pelo blog da Lptennis. Seu sonho é parar de perder pontos por foot fault e sair da quadra com a mesma calma que entrou

São Paulo, Brazil http://Lptennis.com

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