Você conhece a Lptennis?

Automatize completamente seus rankings, torneios, barragens e faça gestão de aulas, locações, agenda de quadras e financeiro de maneira prática e rápida. Os jogadores tem uma rede social exclusiva do tênis e possuem painel de desempenho, H2H e histórico de jogos.


Queda de Rendimento no Tênis

A temporada de 2017 foi um tanto quanto atípica no mundo do tênis em relação às contusões de vários tenistas do primeiro escalão do esporte. Somente este ano, Novak Djokovic, Andy Murray, Stan Wawrinka, Kei Nishilori e Milos Raonic encerraram prematuramente suas temporadas devido à diferentes lesões que os impediram de competir no alto nível. Na temporada passada, Rafael Nadal e Roger Federer passaram longos períodos longe da quadra tratando suas lesões. Nesses casos, deve-se levar em conta que já são tenistas que estão na casa dos 30 anos e já não têm mais o vigor físico de outrora.

E é justamente a idade um dos fatores que leva a queda de rendimento. A técnica continua apurada e ainda está lá, mas a explosão, a velocidade e o vigor têm perdas significativas. Os tenistas citados, como dito anteriormente, já tem pelo menos 30 anos (Federer é o mais velho com 36) e precisam rever sua rotina de treinamentos e competições a fim de evitar desgaste e possível aparição de lesões. Para se ter uma ideia, os dois primeiros colocados do ranking, coincidentemente Rafael Nadal e Roger Federer, disputaram até o final de setembro apenas 18 e 17 torneios respectivamente, em contrapartida, o austríaco Dominic Thiem, tenista top 10 com mais torneios disputados, jogou no mesmo período 27 torneios. Se considerarmos o top 30, temos Alberto Ramos Vinolas (25º) e Mischa Zverev (27º) com 30 torneios na temporada. É um número considerável.

É de conhecimento de todos que o calendário do tênis é apertado e permite poucas brechas para os tenistas. Roger Federer optou por não jogar nenhum torneio da gira europeia do saibro para focar suas atenções na temporada de grama, que culmina com a realização do torneio de Wimbledon.

Em um esporte com tendência cada vez mais física fica muito difícil manter o ritmo e consistência ao longo de 52 semanas. Se até para os profissionais está difícil conter a queda de rendimento, que dirá para o tenista amador, que tem o esporte como forma de lazer e divertimento.

Estudos afirmam que um tenista para se tornar especialista precisa atingir a marca de 10 mil horas de prática, que envolve não só treinamentos técnicos, mas também tático e mental.

Às vezes na ânsia de evoluir e subir de nível, o tenista amador passa horas e horas em quadra, tentando imitar de alguma forma seu ídolo o que leva a processos que podem resultar no acúmulo de treinos, o chamado overtraining e até contusões.

“O tênis é um esporte apaixonante queremos jogar horas e horas sempre e subir o nível, às vezes esquecendo de tomar alguns cuidados. Não podemos imitar a carga horária de treinos de jogadores profissionais, não estamos condicionados para isso, além de acarretar um processo de overtraining. Os tenistas profissionais seguem uma rigorosa dieta e suplementação para auxiliar na recuperação muscular” afirma o professor de tênis Felipe dos Santos.

A queda de rendimento na quadra pode estar atrelada a uma carga excessiva de treinos e a falta de uma orientação adequada, de preferência de um educador físico capacitado. As lesões no tênis amador são frequentes e é indispensável que se adeque os treinos a sua capacidade física. Para isso, se torna essencial que juntamente a orientação técnica seja feito o acompanhamento médico, que lhe indicará a carga de treinos, além da alimentação adequada.

“Alguns tenistas amadores em busca de aprimorar seu jogo cometem um grande erro: tentar acelerar o processo de aprendizagem, com treinos exagerados e intensos, sem respeitar o descanso adequado e o limite do seu corpo. Isso pode aumentar consideravelmente o risco de lesão grave” completa Felipe.

Em termos práticos, o tenista amador deve encontrar em seus treinos uma forma de se divertir e fugir da rotina estressante, mesmo que na disputa de competições ou jogos, a essência da prática do esporte deve ser mantida.

Antes de começar seus treinos ou até mesmo quando quiser fazer qualquer tipo de ajuste na carga, consulte seu professor que lhe auxiliará nesse processo de prevenção. Respeite os limites do seu corpo e saiba que a queda de rendimento é um fator extremamente comum até para os profissionais.

Já sofreu de overtraining alguma vez? O que aconteceu? Compartilhe sua experiência conosco!

Nill Cavalcante

Relações públicas e especialista em mídias sociais e corresponsável pelo blog da Lptennis. Seu sonho é parar de perder pontos por foot fault e sair da quadra com a mesma calma que entrou

São Paulo, Brazil http://Lptennis.com

Você conhece a Lptennis.com?


Automatize completamente seus rankings, torneios, barragens e faça gestão de aulas, locações, agenda de quadras e financeiro de maneira prática e rápida. Os jogadores tem uma rede social exclusiva do tênis e possuem painel de desempenho, H2H e histórico de jogos.

Saiba mais em Lptennis.com




Inscreva-se no Blog da Lptennis.com

Receba nossos artigos e atualizações diretamente no seu e-mail.

ou inscreva-se via RSS com o Feedly!