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Confrontos inesquecíveis do Brasil na Copa Davis

A Copa Davis, torneio de nações do tênis, costuma agitar as torcidas de todas as partes do mundo, que deixam todo o protocolo sugerido para as partidas de tênis de lado e transformam as quadras em verdadeiros caldeirões. Apesar de nunca ter alcançado a final, o Brasil conta com momentos mágicos na competição, encarando adversários superiores e contando com a superação dos jogadores para alcançar resultados antes considerados improváveis. Veja a história de alguns destes memoráveis duelos.

Brasil x Alemanha – Rio de Janeiro, 1992

Foto de Fernando Andrade

Este confronto épico completa 26 anos em 2018. Brasileiros e alemães travaram uma disputa intensa numa quadra de saibro montada em um shopping do Rio de Janeiro, algo que seria impensável para os dias atuais. Do lado brasileiro o destaque ficava por conta de Luiz Mattar e Jaime Oncins, que lideravam o time nesse período anterior a ascensão de Gustavo Kuerten. Do lado alemão o lendário Boris Becker, que na época já tinha em sua prateleira cinco títulos de Grand Slam, sendo três em Wimbledon, um no US Open e outro no Australian Open.

O saibro lento era a aposta brasileira para conter o ímpeto da estrela alemão e tentar alcançar a inesperada vitória. A quadra era molhada após cada jogo, para dificultar ainda mais as ações de Boris Becker, jogador que se sobressaia nos pisos mais velozes com seu estilo saque-voleio.

No primeiro confronto, Luiz Mattar travou um duelo épico contra Becker, no qual teve seis match points, mas acabou sucumbindo no quinto set. Neste duelo os germânicos não puderam contar com Michael Stich, outro grande nome do tênis, que acabara de faturar o título em Wimbledom, curiosamente numa final contra Becker.

No segundo confronto do dia, Jaime Oncins fez partida segura e dominou o alemão Carl Ub Steeb por 3 sets a 1, dando novo ânimo para o time brasileiro. Cabe ressaltar que a partida se iniciou na sexta e só foi encerrada no sábado, devido a falta de luz natural.

No sábado houve ainda a disputa de duplas. O capitão brasileiro Paulo Cleto escalou os tenistas Cássio Motta e Fernando Roese, considerados especialistas em duplas. Do lado alemão Becker fez parceria com Eric Jelen. Os brasileiros contaram com o desentrosamento germânico para cravar uma tranquila vitória por 3 a 0 e encaminhar a improvável classificação.

Com o capitão alemão poupando seu principal jogador por cansaço, pareceria que a missão de Oncins seria mais tranquila ao enfrentar o desconhecido Mark Zoecke. Após abrir 2 sets a 1, Jaiminho viu o alemão crescer na partida e ter um match point no quinto set sacando em 5-4. Porém, após muita luta, o brasileiro venceu os três games seguintes e garantiu a festa da torcida que invadiu a quadra após o fim do duelo.

Naquele ano o Brasil passou pela Itália nas quartas de final, em Maceió, alcançando a inédita semifinal, na qual sucumbiu diante do time suíço sem vencer um set sequer. Era o prenúncio de tempos melhores para o tênis brasileiro que culminou com o surgimento de Gustavo Kuerten.

Brasil x Espanha – Lérida, 1999

Este duelo foi sem dúvidas um dos mais marcantes da história do tênis brasileiro na Copa Davis, marcando a primeira vitória do país fora de casa e impondo a Espanha sua primeira derrota jogando em casa.

O time brasileiro era formado por Fernando Meligeni, Gustavo Kuerten, Jaime Oncins e Márcio Carlsson, a armada espanhola era composta por Alex Corretja, Albert Costa, Carlos Moyá e Félix Mantilla.

Guga foi o protagonista e grande herói do confronto, participando de todas as vitórias verde amarela. No primeiro dia, passou com tranquilidade por Alex Corretja (o mesmo que dois anos depois derrotaria na final de Roland Garros) enquanto que Meligeni perdeu para Carlos Moyá. Guga e Oncins passaram por Corretja e Albert Costa por 3 sets a 1, deixando o Brasil muito próximo da classificação.

No confronto que poderia decidir a classificação a favor do Brasil, Guga, então 18º do mundo enfrentaria Moyá, número 2 e atual campeão de Roland Garros. Num verdadeiro show de tênis, o brasileiro atropelou o espanhol. A superioridade de Guga pode ser vista pelos números de winners (30 a 11) e quebras de saque (5 a 0). Guga não enfrentou nenhum break point e fez a alegria dos cerca de 15 brasileiros presentes em Lérida.

“Talvez o melhor confronto de Copa Davis da minha vida. Uma vitória que elevou meu tênis ao último patamar de excelência. O Moyá era número 2 do mundo, o Corretja era 4 ou 5. Foram duas apresentações de simples impecáveis, com um jogo de duplas bastante duro. Consegui extrair do meu corpo um rendimento que até então não tinha aparecido, mesmo no título em 1997 (Roland Garros). Foi uma consagração pessoal”, afirmou o brasileiro.

Nas quartas, outro duelo equilibrado contra a França. Desta vez, jogando novamente fora de casa, Guga não conseguiu levar o time a vitória e o escrete francês fechou a disputa por 3-2.

Confira o especial feito pelo SporTV na época:

direitos de imagem do SporTV

Brasil x Eslováquia – Rio de Janeiro, 2000

Assim como 1992, o ano de 2000 marcou a melhor performance do tênis brasileiro na Copa Davis. Após passar com tranquilidade pela França na primeira rodada, por 4-1, jogando em casa, o Brasil novamente sediou a disputa das quartas de finais. O adversário era a Eslováquia de Dominik Hrbaty e Karol Kucera. Guga abriu o confronto contra Kucera conseguindo uma dura vitória no quinto set, enquanto que Meligeni foi derrotado em três sets por Hrbaty. Nas duplas, Guga e Oncins venceram Hrbaty e Kucera , garantindo boa vantagem para o Brasil.

No último dia, quando a classificação parecia ser uma questão de tempo, Guga sentiu cãibras e foi dominado por Hrbaty, perdendo em três sets e coube ao então coadjuvante Meligeni definir a sorte do confronto. Usando sua característica garra, Fininho cravou 3 sets a 1 e após 3h20 de confronto deu o ponto derradeiro para o Brasil e de quebra foi a primeira vez que decidiu uma série no Grupo Mundial da competição. Festa brasileira mais uma vez e vaga garantida nas semifinais. Quis o destino que o Brasil enfrentasse a poderosa Austrália nas semis. Os anfitriões escolheram a grama e passaram facilmente pelo time brasileiro, que ganhou apenas dois sets durante toda a disputa.

Confira um vídeo do próprio Fino contando como foi o ponto decisivo contra Karol Kucera:

Vídeo do Canal do Fino Meligeni

E você tem algum jogo memorável de Copa Davis? Conta para a gente nos comentários

Nill Cavalcante

Relações públicas e especialista em mídias sociais e corresponsável pelo blog da Lptennis. Seu sonho é parar de perder pontos por foot fault e sair da quadra com a mesma calma que entrou

São Paulo, Brazil http://Lptennis.com

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